As recentes atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) têm despertado a atenção das empresas em relação ao possível aumento das ações trabalhistas relacionadas à saúde e segurança ocupacional, especialmente diante da inclusão dos riscos psicossociais no gerenciamento dos riscos ocupacionais.
A nova abordagem amplia a responsabilidade das organizações na identificação, avaliação e adoção de medidas preventivas voltadas não apenas aos riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos, mas também aos fatores que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores. Segundo a publicação, “a gestão inadequada desses riscos pode elevar a exposição das empresas a questionamentos judiciais”.
Entre os aspectos que exigem maior atenção estão situações relacionadas ao excesso de pressão por resultados, jornadas excessivas, conflitos interpessoais, assédio moral e ambientes organizacionais considerados hostis. A expectativa é que as empresas fortaleçam seus programas de prevenção e adotem políticas internas capazes de promover ambientes mais saudáveis e equilibrados.
Especialistas destacam que a atualização da NR-1 não cria novas obrigações isoladas, mas reforça a necessidade de uma gestão mais abrangente dos riscos ocupacionais. Nesse contexto, a documentação adequada das ações preventivas, a capacitação das lideranças e a manutenção de canais efetivos de acolhimento e escuta tornam-se medidas estratégicas.
Além de contribuir para a redução do passivo trabalhista, a adoção de boas práticas em saúde mental pode gerar benefícios relacionados ao aumento do engajamento, redução do absenteísmo e melhoria do clima organizacional.
Para o setor de transporte rodoviário de cargas, a atualização da norma merece atenção especial. A atividade é marcada por fatores como pressão por prazos, elevada responsabilidade operacional e rotinas intensas, o que reforça a importância da implementação de medidas preventivas alinhadas às novas diretrizes da legislação trabalhista e de segurança do trabalho.
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