A Justiça do Trabalho identificou duas tentativas de fraude em processos por meio de comandos ocultos em petições. Os casos mostraram a importância do Galileu, sistema de inteligência artificial criado para apoiar magistrados com segurança.
As tentativas ocorreram em ações trabalhistas no Pará e na Bahia. Advogados esconderam comandos no texto das petições para tentar influenciar ferramentas de IA usadas na análise dos processos.
Os comandos foram detectados pelo Galileu antes que causassem qualquer efeito. Nos dois casos, a Justiça considerou a prática como litigância de má-fé e aplicou multas aos responsáveis.
Como funciona o Galileu?
Desenvolvido pela Justiça do Trabalho, o Galileu auxilia na elaboração de minutas e na análise de processos. O sistema trata as petições apenas como fonte de informação, sem executar comandos ocultos.
Além disso, a ferramenta funciona em ambiente seguro e utiliza apenas dados revisados e validados pela própria Justiça, sem consultar a internet aberta.
A decisão continua sendo humana
O Galileu serve apenas como apoio. A decisão final é sempre do magistrado, que analisa, revisa e aprova todo o conteúdo.
Segundo a Justiça do Trabalho, o objetivo é usar a inteligência artificial para aumentar a eficiência, sem abrir mão da segurança, da ética e do julgamento humano.
O Judiciário também trabalha para fortalecer a proteção dos sistemas de IA e prevenir novas tentativas de fraude nos processos.
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