A implementação do sistema de pedágio Free Flow em rodovias brasileiras tem gerado preocupação entre transportadoras e operadores logísticos, especialmente no que diz respeito ao possível aumento dos custos operacionais. De acordo com matéria publicada pelo SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região), o novo modelo — que prevê a cobrança automática por trecho percorrido, sem a necessidade de praças de pedágio — ainda não possui regras claras de tarifação para veículos comerciais, o que levanta dúvidas sobre impactos financeiros no transporte rodoviário de cargas.
O Free Flow, que já começou a ser testado em algumas concessões rodoviárias, utiliza sensores e câmeras para identificar os veículos em movimento e realizar a cobrança proporcional à distância percorrida. Embora o modelo traga promessas de fluidez no tráfego e menor tempo de viagem, o setor teme que “a ausência de parâmetros específicos para veículos pesados possa resultar em tarifas mais altas do que as cobradas atualmente”, segundo a publicação.
Entidades representativas como o próprio SETCESP têm solicitado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) maior transparência sobre a metodologia de cálculo e a criação de faixas tarifárias específicas por tipo de veículo e carga transportada, a fim de evitar desequilíbrios no custo logístico nacional.
Outro ponto crítico abordado é a necessidade de regulamentar formas de pagamento e repasse dos valores para transportadores autônomos e embarcadores, além da possibilidade de acúmulo de cobranças em trajetos urbanos com múltiplos acessos e retornos.
Enquanto a regulamentação definitiva não é estabelecida, o setor permanece em estado de alerta. Transportadoras devem acompanhar de perto o andamento das decisões da ANTT e se preparar para eventuais ajustes nos contratos e políticas de precificação de frete.
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