SINDICARGA RJ

Receita gastou R$ 722 mil com desenvolvimento do split payment até dezembro de 2025

O Portal da Reforma Tributária noticiou, com base em documento obtido via Lei de Acesso à Informação (LAI), que a Receita Federal já havia desembolsado R$ 722 mil até dezembro de 2025 no desenvolvimento do split payment, em projeto conduzido com apoio do Serpro. A apuração também registra o fluxo do pedido e da resposta oficial: a solicitação foi enviada em outubro e a Receita respondeu em dezembro, indicando o estágio inicial — porém relevante — de uma tecnologia que é considerada peça-chave para a operacionalização da Reforma Tributária do consumo.

No texto, o split payment é explicado de forma direta: “O split payment é a tecnologia que separa o imposto automaticamente no pagamento: a parte do tributo vai direto ao governo, e o restante fica com a empresa.” Essa lógica muda a dinâmica de conciliação entre faturamento, recebimento e recolhimento, porque o tributo deixa de “passar” integralmente pelo caixa do contribuinte em várias situações. Para empresas, isso tende a elevar a necessidade de integração entre meios de pagamento, sistemas fiscais, ERP e rotinas de conferência.

Um ponto que chama atenção é que, apesar do valor divulgado, o projeto ainda não tem um orçamento fechado para as próximas fases. Segundo a reportagem, a Receita foi questionada sobre a expectativa de gastos futuros, mas respondeu que “Não é possível estimar custos neste momento, pois tal estimativa depende de definição de demandas ainda não disponíveis”. O próprio texto reforça que o montante atual ainda não chega “à casa do milhão”, contextualizando que a implementação do split payment está prevista para um ciclo posterior e que parte do esforço pode ocorrer por realocação de pessoas, sem necessariamente elevar custos imediatamente.

Para o setor de transporte e logística, essa discussão vai além do noticiário tecnológico: trata-se de um tema que pode mexer com fluxo de caixa, prazos de recebimento, conciliação financeira e rotinas de compliance — especialmente em operações com alto volume de transações, contratos com múltiplos tomadores, subcontratações e diferentes formatos de pagamento. Mesmo antes de qualquer obrigatoriedade, o avanço do split payment funciona como um sinal de preparação: empresas que se organizarem desde já (processos, sistemas e governança) tendem a atravessar a transição com menos fricção e mais previsibilidade.

Leia a notícia completa no portal JL Tributário: clique aqui e leia a notícia na íntegra.

Este é um clipping do SINDICARGA, que tem o objetivo de informar as empresas do TRCL sobre notícias relevantes. O SINDICARGA não se responsabiliza pelo conteúdo do site de origem.

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