Polícia identifica mais de 30 roubadores de cargas do Salgueiro - Sindicarga

Polícia identifica mais de 30 roubadores de cargas do Salgueiro

Polícia identifica mais de 30 roubadores de cargas do Salgueiro

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Crimes, em sua maioria, são cometidos na BR-101

Traficantes do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, estão ‘na mira’ da polícia. Agentes da 72ª DP (Mutuá) já conseguiram identificar mais de 30 autores de roubo de carga que atuam principalmente na rodovia Niterói-Manilha (BR-101). Segundo as investigações, os roubos de carga são comandados pelas principais lideranças do Comando Vermelho (CV) no Salgueiro, entre eles, o chefe da comunidade, Thomaz Jhayson Vieira Gomes, o 2N, Marcos Antônio Jacinto da Silva, o Biscolé, e os seguranças pessoais de 2N, identificados como Luiz Ricardo Monteiro Cunha, o Ricardinho, e Hélio Alves Pereira Junior, o Russinho ou Juninho, esse último, que anda fortemente armado para fazer a contenção do ‘chefão’.

“Essa identificação dos 30 autores de roubos de carga é produto de intensas investigações baseadas em dados emanados da inteligência policial. O pedido de prisão de todos eles já foi enviado ao Ministério Público”, contou o delegado titular da 72ª DP, Marcello Maia. O delegado ainda explicou que essas identificações foram feitas através de um roubo de cargas que aconteceu em março deste ano. Desde o ano passado, o tráfico de drogas do Complexo do Salgueiro tem atuado também, nos crimes contra caminhões que fazem transbordo de diferentes materiais.

Agora, a polícia atua para identificar outros criminosos que atuam na localidade. Segundo Maia, quando a carga chega à comunidade, aproximadamente 60 criminosos já estão aguardando para fazer a transferência para outros veículos.

“Os ladrões de carga hoje se misturam com traficantes para fortalecer o domínio deles nas comunidades. Montamos um núcleo só de roubo de cargas, roubo de veículos e pedestres, que são crimes de grande índice, e conseguimos o reconhecimento dos principais suspeitos.

Dinheiro – Investigações na área de segurança pública mostram que o roubo de cargas pode representar ganhos até maiores do que lucro obtido com a venda de cocaína e maconha. A vantagem dos criminosos é que eles podem oferecer os produtos não apenas nas próprias comunidades, mas também a pequenos e médios comerciantes, além dos camelôs.

A cerveja, refrigerantes, carne, frutas, legumes e ovos geralmente são os mais visados, representando uma ‘valor de venda’ rápido e eficaz.

Lucros fizeram os criminosos migrarem na região

O interesse dos traficantes de drogas pela atividade do roubo de cargas se resume em uma única palavra: lucro. Levantamentos de gestões anteriores na área de Segurança Pública mostram que os chamados ‘cardeais’ das facções criminosas da capital migraram para outras cidades do Grande Rio, principalmente Niterói, São Gonçalo e os municípios da Baixada Fluminense, para tentar manter os ganhos com a venda de entorpecentes. Mas a multiplicação das ‘bocas-de-fumo’ não surtiu o retorno financeiro esperado, fazendo com que os criminosos passassem atacar os caminhões de transporte de cargas.

Segundo levantamentos da polícia, a grande maioria dos roubos de cargas no Grande Rio são planejados por traficantes que mantém atividades em comunidades às margens das estradas, como a Avenida Brasil, no Rio, as RJs 100, 104 e 106, entre Niterói, São Gonçalo e Maricá, e a Rodovia BR-101. O último corredor viário, aliás, ao longo do ano passado, chegou a receber um plano especial da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na região de SG, para tentar neutralizar os roubos de traficantes do Salgueiro. Com a mudança dos novos gestores na política estadual e federal, esse planejamento foi extinto no final do ano passado, mas há estudos para que possa ser retomado.

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