GOVERNO VAI REVER TABELA DE PREÇOS MÍNIMOS DE FRETES, DIZEM MINISTROS - Sindicarga

GOVERNO VAI REVER TABELA DE PREÇOS MÍNIMOS DE FRETES, DIZEM MINISTROS

GOVERNO VAI REVER TABELA DE PREÇOS MÍNIMOS DE FRETES, DIZEM MINISTROS

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Brasília, 5/6/2018 – O governo federal recuou e vai rever a tabela de preços mínimos para os fretes rodoviários, afirmaram ao Broadcast os ministros dos Transportes, Valter Casimiro, e da Agricultura, Blairo Maggi, após reunião com representantes do agronegócio encerrada há pouco em Brasília. No encontro, os ministros ouviram que a medida, uma das exigências dos caminhoneiros para encerrar a paralisação das últimas duas semanas, tornou inviável o transporte de produtos agropecuários, com alta estimada de até 150% no custo em relação aos valores praticados antes da publicação da tabela em Medida Provisória (MP) no último dia 30. Além disso, os produtores sustentam que a decisão é inconstitucional, por interferir em um mercado que não é regulado.

“A tabela é processo construtivo que depende de discussão com todos os setores, tanto o produtivo como o de transportes. Está previsto na MP que (a tabela) tem de passar por consulta pública e que vai ter ajuste, vai”, disse Casimiro. “Isso vai para consulta pública, vamos ouvir todos os setores para que saia uma tabela que atenda todos e seja boa para o País”, completou o ministro. Segundo ele, assim que os ajustes forem feitos, representantes do setor produtivo e de transportes serão chamados para uma nova avaliação.

Já o ministro Maggi afirmou que a demanda das entidades presentes no encontro mostra que a tabela de preços mínimos de frete “é extremamente elevada, praticamente inviabiliza o setor produtivo” e, por isso, será revisada. O ministro da Agricultura explicou que os cálculos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foram “muito corridos (com pressa)” para atender a demanda dos caminhoneiros e alguns cálculos foram imprecisos.

“Nos cálculos foram considerados caminhões com menos eixos (com custo maior de transporte) e com uma depreciação de apenas seis anos, período que o caminhão ainda está inteiro. A ANTT vai trazer para a realidade uma série de coisas e deve propor uma nova tabela de fretes amanhã”, explicou Maggi.

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