Polícia Civil prende quadrilha de roubo de cargas da Zona Norte do Rio

Polícia Civil prende quadrilha de roubo de cargas da Zona Norte do Rio

A Polícia Civil prendeu nove pessoas durante uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte. Segundo os investigadores, os homens são suspeitos de participarem de uma organização criminosa especializada em roubos de cargas. Durante as investigações, a polícia descobriu que o policial militar Marcos Rabello Crescêncio coordenava a quadrilha na receptação dos produtos roubados.

Na Operação Skyfall, como foi batizada, os policiais tinham como objetivo cumprir 15 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão, autorizados pela 41ª Vara Criminal da Comarca da Capital. O grupo é investigado por ter movimentado cerca de R$ 850 mil em seis roubos. Entre os mandados de prisão, a polícia cumpriu um novo contra Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, que está preso no presídio federal de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná.

Segundo as investigações, mesmo preso, Piloto ainda passava ordens para seus subordinados. De acordo com a polícia, para manter o poderio belíco do crime, os criminosos praticavam diversos outros crimes; como roubo de carros, tráfico de drogas, comércio ilegal de arma de fogo, receptação, falsificação de bebidas entre outros.

Os agentes prenderam, além do PM, outras sete pessoas; uma delas em flagrante com uma carga de cigarro roubada.

De acordo com a DRFC, a quadrilha age na região da Pavuna, Costa Barros, Barros Filho, Jardim América e região. Em Duque de Caxias, os agentes descobriram um depósito que fornecia as bebidas roubadas. Agora, a polícia investiga comerciantes que compram as mercadorias.

As investigações começaram em março de 2017 a partir da apreensão de um caderno de anotações do tráfico de drogas do Chapadão. A partir das informações da caderneta foi possível identificar vários crimes da quadrilha. Além do tráfico de drogas, o grupo roubava cargas diretamente de caminhões transportadores e as revendia, além de também comercializar bebida falsificada.

Durante os crimes, os suspeitos rendiam os motoristas dos caminhões. Em seis ações criminosas, a quadrilha roubou R$ 843 mil em cargas de alimentos, bebidas e peças de automóveis.

Ainda segundo os investigadores, outra prática da organização era o pagamento a PMs para que eles não interferissem nos roubos.

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