
Volta Redonda
O deputado federal Hugo Leal (PSC), autor do projeto que deu origem à Lei Seca participou do Fórum Sobre Segurança no Trânsito e Mobilidade Urbana, na noite de ontem (29), na Câmara Municipal de Volta Redonda. Idealizado pelo presidente da Casa, Paulo Conrado (PSL), o evento debateu a situação de Volta Redonda, que nos últimos 15 anos aumentou sua frota de veículos em 155%.
Conrado destacou a necessidade de se discutir a segurança do trânsito no município que, segundo ele, vê o número de veículos "crescendo de forma assustadora".
Acompanhe as notícias do DIÁRIO DO VALE também pelo Twitter.
- Espero que daqui saiam boas idéias que sejam apresentadas pelos parlamentares, pois sabemos que podemos contar com o apoio do Executivo nesse tema - afirmou o parlamentar.
Durante o fórum, o especialista em trânsito, Rafael Ferreira, disse esperar que Volta Redonda se transforme em um exemplo de trânsito cidadão para o Brasil, e que é necessário que todos façam sua parte. Ele salientou que um dos principais motivos para a ocorrência de acidentes é o não entendimento das normas de trânsito e que, por isso, 90% dos acidentes acabam sendo provocados por falha humana, seja por negligência, imprudência ou imperícia.
- Os custos desses acidentes chegam a R$ 30 bilhões anuais, o que equivale a 2,5% do PIB. Mas esse valor leva em consideração apenas as 35 mil vítimas registradas nos locais dos acidentes, o DPVA (Segurado Líder dos Consórcios do Seguro) estima que tenhamos mais de 100 mil envolvidos anualmente - alertou.
O fórum contou ainda com a presença de outros parlamentares voltarredondenses; do diretor presidente da Suser (Superintendência dos Serviços Rodoviários), Paulo Barenco; representantes do Sindpass (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros); membros da Polícia Militar e da população.
Proteção
O responsável pela Suser encarou como positiva a iniciativa da Câmara, ao "permitir a discussão de um tema que diz respeito a todos".
- Não apenas o trânsito, mas toda a mobilidade urbana gera conflito entre pedestres e condutores. Sabemos que o maior prejudicado é o que realiza o transporte não motorizado, e cabe ao governo proteger esse indivíduo - declarou Barenco, que acredita não haver a solução para o problema vindo apenas de uma pessoa ou entidade, mas sim de toda a sociedade: "Quanto mais discussões, mais chance de dar certo", acredita.
Presente ao fórum, a advogada do Sindpass, Fernanda Lúcia Castro Alves, afirmou que o sindicato busca a segurança dos usuários, mas que é preciso ao mesmo tempo a colaboração tanto da prefeitura quanto dos passageiros.
- Estamos sempre buscando ver o que se pode melhorar. O sindicato promove, junto com a Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), o curso de qualificação "Motorista Cidadão", a fim de melhorar o serviço oferecido - explicou.
Hugo Leal, que também é vice-presidente da Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados, lembrou que o trânsito é a principal causa externa de mortes no mundo, e que é preciso um trabalho de conscientização para reverter esse quadro. Ele destacou a campanha mundial Década de Ação Pela Segurança no Trânsito, que visa diminuir pela metade os índices de mortalidade e lesões provocadas pela violência ao volante até 2020.
- O mundo já fala da campanha, mas no Brasil o tema ainda está engatinhando. Nossa geração, infelizmente, não se importa com os riscos no trânsito - lamentou o congressista.
Fonte: Diário do Vale