A operação Parandola, organizada por policiais da Divisão e Repressão ao Crime Organizado (DRCO), foi implantada para combater roubo de carga, mas durante investigações, na tarde de ontem, uma equipe se deparou com uma embarcação que fazia transporte de carga sem nota fiscal. Cinco homens foram presos por contrabando.
De acordo com a delegada Vera Batista, a equipe estava trabalhando em cima de uma investigação de combate a roubo de carga. Mas o monitoramento acabou encaminhando para a situação de cinco homens que foram flagrados em uma embarcação fazendo o transporte de várias mercadorias, entre roupas, eletrônicos, pneus e até etiquetas de marcas, que são usadas para falsificar roupas.
DESTINO
Os cinco homens saíram de Abaetetuba com destino ao Suriname, onde abasteceram a embarcação com cargas e retornaram. A descarga das mercadorias estavam programadas para o Distrito de Icoaraci. Um dos homens pegos com os produtos, Roberto Marco, disse que foi contratado apenas para pegar a mercadoria, mas ele não sabe para quem iria fazer a entrega.
“Nós não sabemos para quem era. O dono da embarcação pediu pra gente buscar no Suriname e deixar para uma pessoa que iria se apresentar em Icoaraci como o responsável da mercadoria”, disse Roberto.
A delegada ficou de intimar o dono da embarcação para prestar esclarecimentos.
Julião Diniz, Manoel Pedro, Sandro Gonçalves e Abraão Lobato vão responder em liberdade, pois todos se comprometeram em pagar a fiança. A delegada impôs o valor de cinco salários mínimos para cada um. O material apreendido será entregue para a Receita Federal.
Fonte:(Diário do Pará)
________________________________________________________________________________
Há um roubo de carga de combustíveis por dia no Paraná
Segundo Sindicato, produto alimenta rede de postos irregulares que fazem ofertas milagrosas
Caminhões ao longo da rodovia de acesso ao pool de combustíveis de Araucária: presa fácil (foto: Valquir Aureliano)
Um caminhão de combustível, pelo menos, tem a carga roubada por dia no Paraná. Essa é a afirmação do presidente do Sindicato de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese. ?Nós temos uma quadrilha, muito bem organizada atuando, principalmente na região metropolitana de Curitiba, com infiltrações em vários segmentos, desde o pool de Araucária (local onde ficam as distribuidoras e a Refinaria Presidente Getúlio Vargas) até alguns postos, que fazem ofertas milagrosas na hora de vender o produto para o consumidor?, afirma. De acordo com estimativas de sindicato, em 20% dos 700 postos instalados na RMC há irregularidades que permitem a atuação destes ladrões de cargas.
Nos últimos dias mais de 10 caminhões de combustíveis foram roubados na região metropolitana de Curitiba. Em todos os casos o veículo foi encontrado, mas sem o combustível. A denúncia é do empresário Luiz Carlos Nichele, proprietário de uma das maiores transportadoras do Brasil. Segundo ele, são mais de 250 mil litros de combustíveis que foram desviados. ?Suspeitamos que da ação de uma quadrilha que certamente tem um interceptador e que pode prejudicar toda a revenda de combustíveis do Paraná?, diz o empresário.
O gerente da transportadora, Marcelo Costa de Melo, conta que os bandidos agem do mesmo modo, segundo o relato dos motoristas vítimas dos roubos. ?Eles ficam de olho do caminhão já no pátio do pool, para depois terem a certeza que não terão problema na abordagem?, diz.
Ainda de acordo com Melo, os motoristas são rendidos em semáforos ou em pontos onde não possam reagir. Um integrante da quadrilha assume a direção do caminhão e abandona o motorista em algum ponto distante e sem possibilidade de comunicação. ?Depois disso, eles repassam a carga para os comparsas, abandonam o caminhão vazio em algum lugar e ligam para a empresa para dizer onde está o caminhão e o motorista?, conta.
Segundo Fregonese, o sindicato já havia recebido a informação do roubo de caminhões do setor de inteligência da Petrobras. ?Esse combustível está sendo vendido nos postos de Curitiba e região, certamente com preço irreal, prejudicando todo o mercado e alimentando o crime organizado?, afirma Fregonese.
Há uma semana, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) apreendeu um caminhão de álcool sem nota. De acordo com os ouvidos é bastante complicado comprovar que essa carga tenha sido fruto de um roubo, mas a linha de investigação não descarta a possibilidade.
Fregonese disse ainda que os postos que compram esse combustível roubado adulteram o encerrante das bombas para mascarar a venda do produto. O encerrante é um mecanismo que mede quanto de combustível foi vendido pela bomba ao final de cada dia. ?Estudam a implantação de um sistema que não permitirá a adulteração, mas ainda está em estudos e deve haver, eu acredito, no meio desta quadrilha de ladrões, alguém que saiba adulterar os equipamentos?, disse.
Os roubos estão sendo investigados pela Delegacia de Roubo de Cargas.
Fonte: Bem Paraná
______________________________________________________________________
NTC&Logística divulga estatísticas sobre roubo de cargas no país
Os roubos de carga no Brasil, em 2010, apresentaram uma pequena diminuição em número de ocorrências e nos prejuízos, com relação ao ano anterior. É o que aponta a pesquisa realizada pela assessoria de segurança da NTC&Logística, divulgada hoje (23/08).
Segundo a pesquisa, o Brasil registrou, em 2010, 12.850 roubos de cargas em rodovias, volume 5% menor do que no ano de 2009, que teve 13.500 ocorrências. Os prejuízos também diminuíram: R$ 880 milhões, ante R$ 900 milhões em 2009.
A região sudeste foi a que apresentou maior índice de roubo de cargas ? 79,94%. Apesar do número expressivo, houve uma redução de 6,20% das ocorrências. O norte e o centro-oeste foram as regiões que apresentaram a menor taxa deste tipo de crime, com 2,03% e 2,19%, respectivamente. O nordeste representa 7,21% das ocorrências e o sul 8,63%.
?Precisamos cada vez mais combater os receptadores, que são os principais responsáveis por este problema. A NTC&Logística vem trabalhando junto às secretarias de segurança para pedir respostas operacionais para esta questão. Além disso, também atuamos em nível nacional, junto ao Congresso, participando do processo de aprovação de leis para beneficiar o setor?, afirma o Cel. Paulo de Souza, assessor de segurança da entidade.
Entre os itens que mais foram alvo dos roubos de carga destacam-se produtos de alto valor agregado, como eletroeletrônicos e componentes de informática, além de cigarros, alimentos e produtos farmacêuticos. A pesquisa da NTC&Logística também apontou que a maior incidência de roubos de carga acontece em rodovias próximas aos grandes centros urbanos, como São Paulo, onde a movimentação de veículos com mercadorias é maior.
Fonte: NTC&Logística
______________________________________________________________________
Receptador é o principal responsável pelo roubo de cargas
A maior incidência dos roubos de carga em áreas urbanas, como apontou a pesquisa da NTC&Logística sobre roubo de cargas em 2010, mostra que um dos pontos mais sensíveis do mercado é o momento em que a produção saída da fábrica é encaminhada para a distribuição nas redes de atacado e varejo dos centros urbanos.
Isso acontece porque o principal responsável pelo alto índice de roubos de cargas é o receptador.
As cargas mais visadas pelas organizações criminosas são aquelas com alto valor agregado e de fácil distribuição no mercado. Ou seja, produtos alimentícios, cigarros, eletroeletrônicos, produtos farmacêuticos, produtos metalúrgicos, produtos químicos, têxteis e confecções, autopeças e combustíveis.
Para o Cel. Paulo de Souza, assessor de segurança da NTC&Logística, o receptador é a raiz de todo o problema do roubo de cargas. E para combatê-lo, o Coronel Souza defende o agravamento das penas e o perdimento dos bens e referentes a este tipo de crime. “A NTC&Logística vem trabalhando para aumentar a pena por receptação. A lei tem que ser mudada, para haver o agravamento de pena e o perdimento de bens. Somente assim atingiremos o bolso do receptador”, afirma o Cel. Souza.
A NTC&Logística vem agindo junto aos diversos órgãos governamentais, especialmente às secretarias de segurança, pedindo respostas operacionais para a questão.
FONTE: NTC & Logística